domingo, 10 de outubro de 2010

tela oblíqua



na madrugada lenta
os tons confundem-se
e a lua, rasgando sombras,
desenha a silhueta dela
num chão de lajes e luar.
a imagem permanece
muda.


turva-se o chão em sobressalto
fundem-se cores no silêncio branco.
cúmplice, a lua prepara a ausência
e a aurora anuncia-se na sombra
projectando os primeiros raios
do amanhecer.

em traços rápidos o pincel líquido
esbate a imagem na tela

obliquando caminhos.


t.b.

06 Setembro, 2010


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