quinta-feira, 7 de outubro de 2010

crisálida


é à noite no quarto largo

que eles surgem e me enroupam.

transportam-me através dos dias que não foram

para sítios onde as aves cantam.

têm a cor da perda

o perfume da ausência.



são essas as noites em que me apetece ser crisálida

e adormecer no sono

da inconsistência



t.b.
24 Agosto, 2010

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