início

o mar deambulava inquieto
na cidade tumultuosa.
adensava o nevoeiro o horizonte
que não tinha cor de barco nem linha.
o clamor das ninfas ouvia-se
através de fragas fragmentadas
que o tempo, impiedoso, desbotara.
repositório de todos os fantasmas
o mar agourava, as ninfas exultavam
e as gaivotas, em voos lancinantes,
suplicavam calmaria.
a areia permanecia impune
ao sabor das vagas,
era o início das marés cheias,
o final do estio, a reinvenção
do tempo renovado.
t.b.
27 Agosto, 2010

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