quinta-feira, 7 de outubro de 2010

lisura


Registo o teu rosto na memória

dos dias que não foram nossos.

em pinceladas vagas desenho-te

sem limite nem fundo

e perco-me em delírios

de cor.



Sonhar-te é ficar no silêncio

Das manhãs claras.



Expectante de madrugadas ciciadas

A alma tem a lisura da paz.


t.b.
28 Agosto, 2010

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