solitária, não de mim.

É o mar e o sol que me levam de abalada. É a brisa de um Verão que não promete, que acontece. É o tempo do descanso, pois o cansaço foi longo. É a vontade de estar em mim. Parto com a saudade... que pouco me diz, mas que sinto fervilhar em alguma parte do meu corpo. Não sei porque sinto esta quentura...mas sinto. Vou na tentativa de me afastar das rotinas que matam, aos poucos, sem aviso prévio, a melhor parte de nós. Dou-lhe um tempo.... sigo solitária, disseram-me. Talvez solitária não de mim, mas em mim. Por isso o tempo como amigo implacável do entendimento da alma e das respostas às antinomias...ou às certezas...não sei! O encontro com a paz é desejado. Vou namorar o sol e o mar e, mais que isso... namorar-me a mim. Como me tenho esquecido! Levo-me no brilho dos meus olhos, na ternura de um olhar. Espero assim, despida de vestes, encantar o mar.
t.b.
08 Agosto, 2010

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