em devaneios pela robustez da Alma

eram as traves longas, verticais
que escondiam o sol.
barrotes mantinham presa
a sua alma, pois outros arpões
não eram.
deambulante sonhava ela
o mundo dos ventos e das rotas,
o clamor da vida adivinhada
nos olhos em devaneiros
pela robustez do tempo.
baluarte de vida o sonho
teimava resgatar o sol.
as traves soçobraram
quando a sua alma
em sortilégios de cores
soltou amarras rumando
na direcção do horizonte
dos ventos, desa rotas...
t.b.
18 Setembro, 2010
Etiquetas: salvador dali "person at the window"

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