terça-feira, 12 de outubro de 2010

em devaneios pela robustez da Alma


eram as traves longas, verticais

que escondiam o sol.

barrotes mantinham presa

a sua alma, pois outros arpões

não eram.

deambulante sonhava ela

o mundo dos ventos e das rotas,

o clamor da vida adivinhada

nos olhos em devaneiros

pela robustez do tempo.

baluarte de vida o sonho

teimava resgatar o sol.


as traves soçobraram

quando a sua alma

em sortilégios de cores

soltou amarras rumando

na direcção do horizonte


dos ventos, desa rotas...



t.b.

18 Setembro, 2010

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