algures onde o sol é eterno
.jpg)
algures
onde o sol é eterno
uma mão sem rumo tacteia os dedos de outra mão
em sobressalto.
um olhar nu veste-se da cor límpida de outro olhar,
liquefeito.
dedos com mestria, suavemente rompem a nuca
contando, num faz de conta
os finos cabelos que tentam escapar,
não escapando.
a bússula perde o norte e
errantes
corpos de brilho etéreo deslizam num suor quente
que a brandura dos lençóis não absorve
a alma, sem geografia definida pousa
na ponta mais ocidental de uns lábios.
inesperadamente sente-se o pousio.
readquire-se o sabor do estio e o aroma da paz
algures
onde o sol é eterno.
t.b.
14 Abril, 2010

0 Comentários:
Enviar um comentário
Subscrever Enviar feedback [Atom]
<< Página inicial