quinta-feira, 7 de outubro de 2010

dispersão


Não eram limites as palavras nem os caminhos. nem o rio tinha margens.
não era o caso. nunca foi o caso.
havia uma nascente cristalina perto da casa. não foi ultrapassada.
a casa era branca. ficou escura.
ela só tentou dizer que não entendia
o escuro da casa. as cores diluíram-se. a parede soçobrou
no silêncio. e tentou o murmúrio da nascente.
e era justo. e foi injusto.
as palavras acabaram sendo vãs
de tão poucas. e por isso se perderam como a nascente.

quando as palavras encontraram o vértice do ângulo
entraram num gráfico de dispersão
irremediavelmente.

t.b.
30 janeiro, 2010

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