quinta-feira, 7 de outubro de 2010

metamorfose


o sol desagua fulgurante e quente na casa de praia.
apetece ser gaivota cruzando o céu topázio e opalina
na mira de um pedaço de mar
manso, intacto, despretensioso.

sente-se a paz dos dias largos.
na certeza viva, irrefutável de liberdade:
a vontade inequívoca de me encontrar em mim.

no silêncio onde o sol repousa
sinto-me eternizar...


t.b.
27 Março, 2010

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