quinta-feira, 7 de outubro de 2010

a natureza do indizível


sinto a brisa quando empreendes caminhos calmos
em busca do brilho dos meus olhos
e sinto o calor do sol quando procuras na minha boca
o sorriso dos instantes.
em silêncio os teus olhos fitam os meus
como horizonte sem distância.

és presença quando de longe me dizes: estou aqui.

vives com a natureza do indizível.
procuras-me na espontaneidade de um olhar
tentando adivinhar o sobressalto dos meus sonhos
e o segredo do meu sorriso.

eu, perdida em mim,
não sei encontrar o teu horizonte.

t.b.
08 Março, 2010

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